quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

DICAS DE MANUTENÇÃO DE PLACAS MÃE

Montagem por partes - 


A pesquisa por defeitos em uma placa-mãe envolve testes com o menor
número possível de componentes. Primeiro ligamos a placa-mãe na fonte, no botão Reset e no alto
falante. Instalamos também memória RAM, mesmo que em pequena quantidade. O PC deverá
funcionar, emitindo beeps pelo alto falante. A partir daí, começamos a adicionar outros
componentes, como teclado, placa de vídeo, e assim por diante, até descobrir onde ocorre o defeito.
Nessas condições, o defeito provavelmente não está na placa-mãe, e sim em outro componente
defeituoso ou então causando conflito.
Os piores casos são aqueles em que a placa-mãe fica completamente inativa, sem contar memória,
sem apresentar imagens no vídeo e sem emitir beeps. O problema pode ser muito sério.



Confira os jumpers - Todos os jumpers da placa-mãe devem ser checados. Erros na
programação dos clocks e voltagens do processador impedirão o seu funcionamento. "Placas mais antigas"
Também é preciso checar se existe algum jumper relacionado com as memórias. Algumas placas
possuem jumpers para selecionar entre memória de 5 volts e memória de 3,3 volts.
Os módulos FPM e EDO operam com 5 volts, já os módulos SDRAM operam em geral com 3,3
volts, mas existem modelos de 5 volts.
As placas de CPU possuem ainda um jumper relacionado com o envio de corrente da bateria para o
CMOS. Se este jumper estiver configurado de forma errada, a placa-mãe poderá ficar inativa.
Verifique, portanto como este jumper está programado, mas em geral será preciso consultar o
manual da placa-mãe.



Chipset danificado - Quando temos uma placa de diagnóstico, a detecção de problemas pode ser
muito facilitada. Mesmo quando a placa-mãe está inativa, alguns códigos de POST podem ser
exibidos. Se o código do POST diz respeito a um erro nos controladores de DMA, controladores de
interrupção ou timers (circuitos que fazem parte do chipset), podemos considerar a placa como
condenada, já que não será possível substituir o chipset.



BIOS danificado - Uma placa-mãe pode estar ainda com o BIOS defeituoso (uma placa de
diagnóstico apresentaria este resultado, o display ficaria apagado). Não é possível substituir o BIOS
pelo de outra placa (a menos que se trate de outra placa de mesmo modelo), mas você pode, em
laboratório, experimentar fazer a troca. Mesmo não funcionando, este BIOS transplantado deverá
pelo menos emitir mensagens de erro através de beeps. Se os beeps forem emitidos, não os levem
em conta, já que este BIOS é inadequado.
Os beeps apenas servirão para comprovar que o defeito estava no BIOS original. Se beeps não
forem emitidos, você ainda não poderá ter certeza absoluta de que o BIOS antigo estava danificado.
Sendo um BIOS diferente, o novo BIOS poderá realmente travar nas etapas iniciais do POST, não
chegando a emitir beeps. Por outro lado, uma placa de diagnóstico deve apresentar valores no seu
display, mesmo com um BIOS de outra placa, e mesmo travando. Isto confirmaria que o BIOS
original está defeituoso. Uma solução para o problema é fazer a sua substituição por outro idêntico,
retirado de uma outra placa defeituosa, mas de mesmo modelo, com os mesmos chips VLSI, o que é
bem difícil de conseguir. Em um laboratório equipado com um gravador de ROM, seria possível gravar um novo BIOS, a partir do BIOS de uma placa idêntica ou a partir de um arquivo contendo o
BIOS, obtido através da Internet, do site do fabricante da placa-mãe.



Capacitor danificado - A placa-mãe pode estar com algum capacitor eletrolítico danificado.
Infelizmente os capacitores podem ficar deteriorados depois de alguns anos. O objetivo dos
capacitores é armazenar cargas elétricas. Quando a tensão da fonte sofre flutuações, os capacitores
evitam quedas de voltagens nos chips, fornecendo-lhes corrente durante uma fração de segundo, o
suficiente para que a flutuação na fonte termine. Normalmente existe um capacitor ao lado de cada
chip, e os chips que consomem mais corrente são acompanhados de capacitores de maior tamanho,
que são os eletrolíticos.
Com o passar dos anos, esses capacitores podem apresentar defeitos, principalmente assumindo um
comportamento de resistor, passando a consumir corrente contínua. Desta forma, deixam de
cumprir o seu papel principal, que é fornecer corrente aos chips durante as flutuações de tensão.
Toque cada um dos capacitores e sinta a sua temperatura. Se um deles estiver mais quente que os
demais, provavelmente está defeituoso. Faça a sua substituição por outro equivalente ou com maior
valor. Note que um capacitor eletrolítico possui três indicações: voltagem, capacitância e
temperatura. Nunca troque um capacitor por outro com parâmetros menores. Você sempre poderá
utilizar outro de valores iguais ou maiores. Por exemplo, um capacitor de 470 uF, 10 volts e 105°C
pode ser trocado por outro de 470uF, 12 volts e 105°C, mas nunca por um de 1000 uF, 12 volts e
70°C (apesar de maior capacitância e maior voltagem, a temperatura máxima suportada é inferior).



Reguladores de voltagem – Esses são os componentes responsáveis por gerar as tensões
necessárias aos processadores. Recebem em geral 5 volts ou 3,3 volts (dependendo da fonte) e
geram tensões programadas pelo usuário, de acordo com as voltagens interna e externa requeridas
pelos processadores. Alguns geram tensões fixas, outros podem gerar tensões variáveis.
Infelizmente é muito difícil fazer a substituições desses componentes, pois várias placas de CPU
diferentes utilizam os mais variados modelos de reguladores. Em laboratórios bem equipados,
podemos encontrar catálogos com informações sobre milhares de transistores, diodos, reguladores e
semicondutores de todos os tipos. Esses catálogos possuem também tabelas de referência, a partir
das quais é possível encontrar modelos equivalentes de outros fabricantes. Um técnico paciente
pode localizar um regulador em um desses catálogos e descobrir equivalentes disponíveis no
mercado nacional, fazendo assim a substituição.

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